Embarcação tenta conter mancha de óleo do vazamento no poço da Chevron
Embarcação tenta conter mancha de óleo do vazamento no poço da Chevron


O caso do vazamento de petróleo da Chevron, no Campo de Frade, na Bacia de Campos ilustra bem o descaso com que as autoridades brasileiras tratam um assunto de grande relevância. Para se ter uma idéia do valor irrisório das multas aplicadas até agora, em torno de R$ 150 milhões, aquele poço de petróleo produz 79 mil barris por dia, fora sua produção de gás. Como o barril de petróleo já ultrapassou a casa de US$ 100 faz muito tempo, a multa aplicada corresponde a menos de um dia de produção do poço. Já os danos causados levarão muito tempo para serem reparados.

A Chevron é uma empresa conhecida no muito inteiro por seus descasos. Ao explorar petróleo em areias betuminosas no Canadá responde por mais de 100 processos naquele país. No Equador, onde também explora petróleo, grupos indígenas e 80 comunidades pleiteiam indenização da multinacional pela destruição de suas casas e pela perda de sua saúde, além do estrago provocado ao meio-ambiente. Na região norte da Amazônia equatoriana, entre 1964 e 1992, a Chevron removeu comunidades e danificou ou destruiu, mais um milhão de hectares da antiga floresta tropical e despejou 70 bilhões de litros de resíduos tóxicos na região. É uma empresa que tem passivo ambiental no mundo inteiro. Recentemente em Angola foi redigida uma carta ao presidente Barack Obama denunciando as ligações da Chevron com grupos racistas no país.

Os números relativos à quantidade de óleo derramado até agora são mentirosos. Levantamentos feitos por satélites nos Estados Unidos e divulgados nos sites de notícias daquele país, afirmam que já foram derramados desde o início do vazamento 15 mil barris de óleo, o que equivale a 2,384,809 litros de petróleo, ou seja uma verdadeira tragédia ambiental, e que a resposta do governo federal não foi à altura, e que até agora Sérgio Cabral, governador do Estado, não deu uma palavra sequer.

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