O jornal Extra traz hoje, na primeira página, uma reportagem que choca. Mas se analisarmos bem, por tudo o que está por trás, funciona como um “tapa na cara” da sociedade.
Os bandidos que derrubaram o helicóptero da PM, como nos tempos feudais, foram recompensados pelos “senhores”, no caso os “chefes do tráfico” e ganharam sua recompensa, não em terras, mas em “bocas-de-fumo”.
Se isso choca as pessoas, deveriam ficar ainda mais perplexas e indignadas, diante do “prêmio” que Cabral deu aos traficantes e com o tratamento indigno concedido aos bravos policiais que morreram queimados na queda do helicóptero. Morreram no cumprimento do dever e poderiam ter sido salvos, se usassem o macacão anti-chamas, que o secretário Beltrame não achou importante comprar para a polícia, preferiu fazer contratos superfaturados, mais interessantes para ele, de aluguel de viaturas.
Mas o pior de tudo é que, além de ter se escondido na época e nem sequer ter ido ao enterro dos policiais, como um governador responsável deveria fazer, ainda deu ordem para não fazer operações no Complexo do Alemão, onde se esconde o bandido FB, que comandou toda a operação que derrubou o helicóptero. Isso não é um prêmio para os traficantes?
Fico imaginando as famílias desses heróis que morreram saberem que eles deram sua vida pela sociedade e depois assistirem Cabral, na prática, dizer para deixarem em paz os bandidos que os mataram. Isso por que para ele o mais importante é tirar proveito eleitoral das obras do PAC, do governo federal.