Tenho um bom relacionamento com o presidente da ALERJ, Jorge Picciani, mas não concordo com o veto às CPIs. Quando os deputados reuniram as assinaturas necessárias disse aqui no blog, que a tropa de choque de Cabral não ia ficar de braços cruzados.
A pedido de Cabral, o presidente da ALERJ jogou tudo na gaveta, sob a justificativa que essas investigações poderiam prejudicar o Rio por causa da Copa do Mundo e das Olimpíadas: “Os investidores não podem se sentir inseguros”. Não faz sentido, mas isso é a política.
A pergunta que fica no ar é: por que Cabral tem medo das CPIs? Quem não deve não teme. Estou muito à vontade para dizer isso, porque quem acompanhou o meu governo e o de Rosinha vai lembrar que quando estourou o escândalo do Silveirinha, eu e Rosinha fomos os primeiros a pedir uma CPI. Não é porque um servidor fez algo de muito errado, que nós íamos tentar jogar a sujeira para baixo do tapete.
Silveirinha, aliás, não custa relembrar foi indicação de Sérgio Cabral. Eram amigos desde os tempos, que o governador ocupava a TURISRIO (governo Marcello Alencar). Além disso, Silvana, a mulher de Silveirinha era assessora de Sérgio Cabral.
No caso de agora, Cabral está com medo das CPIs. Pelo jeito deve ter alguma coisa a esconder.