O Globo de hoje traz a notícia que o Ministério Público do Rio de Janeiro, finalmente, resolveu investigar as roubalheiras do presidente da ALERJ, Rodrigo Bacellar, que venho mostrando há anos.

O conselho superior do MP autorizou a abertura de uma investigação para “apurar possíveis atos de improbidade administrativa relacionados a indícios de evolução patrimonial incompatível com a sua remuneração”.

Em 2023, após matéria publicada em minhas redes sociais e também pelos portais UOL e Metrópole e pelo jornalista Gabriel Barreira, da TV Globo, o Ministério Público abriu uma investigação mas, em abril deste ano, o conselho do MP, por maioria de votos - 7 a 3 -, decidiu encerrar a apuração. O voto da relatora Ana Cíntia Lazary foi a favor do arquivamento, mas determinou a abertura de outro procedimento, que ainda está sob sigilo para investigar atos de improbidade administrativa e evolução patrimonial suspeita de Rodrigo Bacellar.

Há duas semanas o novo Procurador Geral de Justiça, Antônio José, assinou e aprovou o parecer do procurador Sérgio Bumaschny, que deu o pontapé na nova investigação. O MP RJ vai pedir informações a órgãos públicos sob os quais pairam suspeitas envolvendo negócios de Rodrigo Bacellar. Tudo que eu venho falando há muito tempo.

A compra da mansão em Teresópolis, o uso da mão de obra de Antônio de Pádua dos Santos -sub-diretor de engenharia da ALERJ, que recebe mensalmente R$18mil-, as ligações entre Bacellar e o advogado Jansens Calil, a concessão de licença ambiental pelo INEA através de Leonardo Barreto Almeida Filho -amigo pessoal de Bacellar que chegou a ser Secretário de Desenvolvimento Ambiental de Campos no governo de Rafael Diniz, hoje diretor de informática da ALERJ com salário superior a RF$17 mil-, as coberturas em Botafogo e, especialmente, a súbita riqueza de Bacellar -que ao disputar a primeira vez em 2018 a eleição para deputado estadual informou que possuía, de patrimônio, apenas R$85mil em dinheiro vivo e, 4 anos depois, declarou um aumento patrimonial de 833%: Seus bens passaram a ser R$150mil por participação em uma empresa que não teve seu nome revelado, mais R$493mil em aplicações financeiras e mais R$150mil em espécie.

E tem mais confusão à vista. E essa é grave! Os promotores querem apurar as viagens de Bacellar, quando ainda era Secretário de Governo, em um helicóptero de luxo de uma empresa investigada por lavagem de dinheiro e organização criminosa por ligações com garimpos ilegais.

O deputado Rodrigo Bacellar adquiriu, meses atrás, uma linda fazenda, em Natividade, no Noroeste Fluminense.

Uma nova mansão em Campos, situada no condomínio Granja Corrientes, comprada de um holandês.

Os promotores devem ter muito cuidado porque boa parte dos negócios e propriedades de Rodrigo Bacellar estão em nome do seu irmão, Nelson Bacellar, inclusive a última casa citada.

Outros laranjas e operadores de Bacellar estão espalhados pela máquina estadual. Na Fazenda, na Codin, na Educação etc…. Difícil é onde ele não está. Mas atenção, se for para pegar e desmantelar o esquema de Bacellar é necessário desmontar seus acordos feitos com muitas prefeituras do Rio de Janeiro. Essa é a mais nova modalidade de arrecadação da quadrilha.

Até que enfim! Já recebi hoje mais de 100 mensagens com a frase: “É, Garotinho, você tinha razão!”

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