O prefeito eleito do Rio, Marcelo Crivella está retornando hoje, depois de uma viagem de seis dias a Israel. Claro que vai começar a definir o seu secretariado, mas existem abacaxis graúdos para descascar. Teremos a transição. Crivella vai começar a tomar pé da situação que vai encontrar, muito distante das propaganda de Paes e Pedro Paulo. Na semana passada o Tesouro Nacional revelou que a cidade do Rio é a segunda capital mais endividada. Pior do que isso, enquanto em São Paulo (a capital mais endividada) os investimentos com recursos próprios representam 86%, no Rio esse índice é de apenas 48%. O indicador de liquidez (disponibilidade de caixa líquida/despesa mensal liquidada média) do Rio está abaixo da média das capitais brasileiras. E além disso obras foram paralisadas, programas estão sendo reduzidos, enfim a saúde financeira do município é melhor que a do estado, mas está longe de ser confortável. Esse é um dos abacaxis. O outro abacaxi é a própria situação do governo estadual, que afeta diretamente a capital. Basta pegarmos a situação da saúde. Com os hospitais e UPAs estaduais em petição de miséria, sem condições de fazer atendimentos básicos, a sobrecarga na rede municipal de saúde vai aumentar. Por isso Crivella vai ter um encontro com Pezão, e certamente terá que assumir alguns serviços prestados pelo Estado.