Essa foi uma iniciativa premiada internacionalmente, e depois copiada em vários estados do país. Eu e Rosinha construímos 14 restaurantes populares, e deixamos mais dois em construção. O grande diferencial, além do custo a R$1 por refeição, é que não era um bandejão tradicional. Tudo era acompanhado por nutricionistas, e como podem ver na reportagem da Folha de S.Paulo da época (vide abaixo), a refeição tinha sopa de entrada, duas opções de prato principal (carne ou frango / peixe), acompanhado de arroz, feijão e salada, além de sobremesa, suco, pãozinho e no fina café ou chá. Por isso se transformaram em modelos.
Hoje os 16 Restaurantes Populares agonizam. A refeição a R$ 2 tem apenas um prato, normalmente salsicha, linguiça ou ovo com arroz e feijão, uma banana de sobremesa e um copo de água. E são servidas metade das refeições.
Pezão deve às empresas que administram os restaurantes R$ 6 milhões ainda de 2014, além de R$ 23 milhões do ano passado e dos primeiros meses deste ano. Há cinco meses não pinga um centavo nas contas das empresas. Não há mais nutricionistas, o número de funcionários foi reduzido. E o pior: não há previsão para o pagamento da dívida. O resultado é que os restaurantes podem fechar as portas a partir da próxima semana. É lamentável!
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| Reprodução da Folha de S.Paulo |