Só faltava essa. O governador Sérgio Cabral só pode ter surtado hoje ao declarar que aguarda um convite formal dos novos presidentes da Câmara, Henrique Eduardo Alves, e do Senado, Renan Calheiros, ambos do seu partido, PMDB, para discutir os royalties.
Em primeiro lugar deveria ter ido ao Congresso era há três anos atrás quando o Rio de Janeiro sofreu a primeira derrota, eu nem era deputado, e Cabral estava passeando em Paris. O primeiro projeto era do deputado Ibsen Pinheiro (PMDB - RS) também colega de partido. Depois o projeto absurdo e com cálculos errados aprovado no senado foi elaborado pelo senador Vital do Rêgo (PMDB - PB), outro correligionário. Mais uma vez estava na Europa enquanto governadores dos estados não produtores não esperaram convite e foram para o Congresso fazer pressão pelos interesses dos seus estados.
Agora do nada, quando a questão é meramente legislativa, afinal o projeto dos royalties já passou pelo Congresso e sofreu vetos da presidente Dilma, portanto serão apreciados apenas os vetos presidenciais, Cabral vem com essa conversa fiada querendo aparecer. Além do mais a vida ensina que em qualquer coisa quem corre o risco de sair perdendo é que tem que correr atrás do prejuízo, não adianta ficar em "berço esplêndido" esperando convite. Está se achando um rei a quem todos devem gestos de cortesia e subserviência.
E aqui para nós quanta arrogância de Cabral. Devia saber, ainda mais ele que tanto tempo passa em Paris, que a era dos monarcas absolutistas acabou no fim do século XVIII, justamente na França quando na Revolução, o rei Luis XVI e a rainha Maria Antonieta perderam a cabeça na guilhotina. Aliás, é uma tremenda coincidência, mas se analisarmos bem Cabral e sua mulher Adriana Ancelmo guardam semelhanças com os reis franceses que terminaram decapitados. Além de todos os luxos e dos banquetes e festas nababescas que promoveram em Paris, Luis XVI como Cabral também saqueou os cofres públicos (da França); e Maria Antonieta adorava sapatos e vestidos caríssimos assim como Adriana Ancelmo.