Vocês devem estar lembrados, que na semana passada, publiquei uma nota no blog abordando a insatisfação do governador Sérgio Cabral com o comandante-geral da PM, coronel Mário Sérgio. Eu dizia que não sabia se “já tinha subido no telhado”? Mas que “a batata dele estava assando” isso era uma realidade.

Agora “subiu mesmo no telhado”. No Palácio Guanabara e no QG, na Evaristo da Veiga não se fala em outra coisa. O coronel Mário Sérgio é “a bola da vez”. O que se diz é que Cabral só está dando um tempo para definir o sucessor e deixando a poeira assentar.

Fala-se para o lugar do coronel Mário Sérgio, no coronel Marcus Jardim, homem da linha dura da PM, hoje, dos oficiais que mostram a cara, o mais afinado com a política de Cabral de “tiro, porrada e bomba”, como se diz no jargão policial militar. Outro nome em alta é do coronel Aristeu Leonardo, comandante do Batalhão de Polícia Rodoviária, ex-relações-públicas da PM e que com a exoneração do major Oderlei está dando uma força ao antigo setor (a PM-5). Não tem a experiência operacional do coronel Marcus Jardim, mas sabe trabalhar a imagem da corporação.

Está em andamento uma briga de foices. Por fora, tem gente tentando convencer Cabral, que a esta altura, uma nova mudança no comando da PM não seria bom para sua imagem.

Vamos aguardar. Mário Sérgio tentando se segurar deu até entrevista ao EXTRA dizendo que está trabalhando de 7h30 às 3h30 (jornada de 20h diárias).

Em tempo: a operação de ontem em Manguinhos, que resultou na morte de um adolescente foi “um primor” de falta de planejamento. Se o presidente Lula ia estar na Mangueira às 10h30, como que só decidiram ocupar Manguinhos menos de 3h antes?

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