A Bíblia fala que toda verdade um dia será revelada. Hoje, a maior corte do país, Supremo Tribunal Federal, restabeleceu a verdade sobre uma das maiores injustiças cometidas contra mim. Em sessão que durou 3 horas e terminou há instantes, o Supremo por 6 votos a um rejeitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal no inquérito nº 2704, de que nas eleições de 2004 quando concorria à prefeitura de Campos, Geraldo Pudim eu teria participado de um esquema de compra de votos.

À exceção da relatora, ministra Rosa Weber, os ministros Gilmar Mendes, Carmem Lúcia, José Dias Toffoli, Ricardo Lewandoswski, Ayres Britto e Marco Aurélio Mello foram claros em afirmar que havia na denúncia do MPF nem mesmo indícios de que eu tivesse praticado ato ilícito ou qualquer crime que justificasse a transformação do inquérito em ação penal.

Agora faço uma pergunta: e os jornais que de 2004 até hoje, oito anos depois, me acusaram sem provas de ter participado de um esquema de compra de votos, que o STF hoje afirmou em quase sua totalidade, com exceção de um voto, que nunca tive qualquer envolvimento?

Um fato importante devo destacar. Mesmo ciente que na semana que vem se completaria 8 anos do fato, portanto havendo a prescrição, pedi a meu advogado que dissesse na tribuna do Supremo Tribunal Federal que eu queria ser julgado para que não restasse dúvidas sobre a minha honestidade e a lisura da minha conduta.

Agora, a oposição que arrume outro discurso para me atacar. O discurso da incompetência já foi por água abaixo com mais uma vitória de Rosinha, com 70% dos votos. O da compra de votos ou corrupção eleitoral foi rejeitado pela esmagadora maioria do Supremo, a mesma corte que está condenando a Turma do Mensalão.

Aos meus amigos que nunca perderam a confiança em mim, o meu muito obrigado. Aqueles que ainda têm alguma dúvida sobre outras maldades que nossos adversários inventaram contra mim e a minha família, podem ter certeza de uma coisa: não dormirei em paz enquanto a minha honra não for totalmente restabelecida.

Sofri oito anos até o dia do julgamento de hoje. Assim como levei cinco anos para conseguir condenar a revista Veja sobre as calúnias e difamações que lançou contra mim. Mas para um homem público não importam os dias, os meses, os anos, ou até mesmo uma vida inteira para restabelecer a verdade. O que importa é ter a consciência de que cumpri o meu dever e agi corretamente. Hoje vou dormir mais tranquilo, graças a Deus.