Sérgio Côrtes com Cabral e Cavendish numa farra em Monte Carlo, Mônaco
Sérgio Côrtes com Cabral e Cavendish numa farra em Monte Carlo, Mônaco


No dia 9 de abril de 2010, o ora Signatário, através de seu blog, revelou a ponta do iceberg dos negócios sujos comandados pelo secretário Sérgio Côrtes com a TOESA (o nome dessa empresa ressurgirá noutro escândalo).

Tudo começou com a denúncia do tenente-coronel José Carlos da Cunha, do Corpo de Bombeiros, que enviou ao deputado o contrato de manutenção das ambulâncias da Defesa Civil. Documentos comprovavam que por um conserto de R$ 1.800 numa ambulância, Côrtes pagou R$ 415 mil, numa fraude escancarada que acabou na imprensa nacional. Além disso, o deputado denunciou que Sérgio Côrtes pagava oito vezes mais à TOESA do que um contrato semelhante fechado com a FUNASA (Ministério da Saúde).




Clique na imagem para ampliar
Clique na imagem para ampliar


Pelo contrato, a TOESA SERVICE receberia por 1 ano quase R$ 5 milhões para cuidar de 111 veículos.

Mesmo diante de toda avalanche de denúncias e das fortes evidências de corrupção que norteavam a sua pasta, SERGIO CORTES declarou em entrevista ao RJ TV no dia 14/07/2010 que ainda confiava no seu subsecretário CESAR ROMERO VIANNA JUNIOR, que era responsável por todo o processamento licitatório – ou de dispensas de licitação como no caso das UPA’s de lata – e da execução orçamentária e financeira.




Não poderia ser diferente. Afinal, César Romero é primo da esposa de Sergio Côrtes, Verônica Fernandes Vianna. Apesar de Côrtes advogar em defesa dele, César Romero acabou sendo exonerado dias depois. Por mais estranho que possa parecer, Cabral poupou Côrtes.

O Ministério Público estadual que não conseguiu vislumbrar o envolvimento do secretário de saúde, por mais flagrante que estivesse a sua participação no esquema criminoso. O MP denunciou criminalmente por suspeita de fraude oito pessoas entre elas César Romero, e propôs uma ação civil pública por improbidade administrativa.




Segundo os promotores, a investigação revelou que desde o edital até a contratação final houve uma série de atos irregulares, uma série de vícios, que direcionavam aquela disputa para a empresa Toesa.

Somente depois da iniciativa do MP é que o estado publicou uma decisão da secretaria: proibir a Toesa de participar de licitações e de assinar contratos com a secretaria de Saúde por dois anos. A empresa recebeu também uma multa de R$ 240 mil, equivalente a 5% do valor do contrato.

Seguem os extratos dos processos criminais abertos por conta da fraude envolvendo TOESA SERVICE e a Secretaria Estadual de Saúde.




No próximo capítulo mais um escândalo, com a TCI, que resultou num desperdício de milhões com remédios.

Comentários

04/08/2015

07:14

Paulo boia - Niterói

Parabéns pelo blog.