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segunda-feira, 21 de agosto de 2017

01/08/2017

18:10

OAB protocola mandado de segurança contra juiz Ralph Manhães

A Ordem dos Advogados do Brasil protocolou há instantes mandado de segurança, por intermédio da sua Comissão de Prerrogativas, contra o juiz da 100ª Zona Eleitoral, Ralph Manhães, na ação penal 3470, conhecida como “operação chequinho”.

A entidade, que representa os advogados brasileiros, conforme podem conferir no mandado de segurança no link abaixo, mostra a sucessão de ilegalidades cometidas pelo juiz, tais como redução do prazo de defesa, substituição dos advogados por defensor dativo antes de esgotado o prazo das alegações finais, além da informações falsas, prestadas pelo cartório da 100ª Zona Eleitoral, que as diligências determinadas pela desembargadora Cristina Feijó estavam juntadas aos autos do processo, bem como a manifestação do Ministério Público. Aponta a OAB que isto seria impossível, pois os autos físicos encontram-se em poder dos advogados de defesa, e, portanto, as informações prestadas tanto ao TRE como ao TSE são falsas. O mandado de segurança é assinado pelo presidente da Comissão de Prerrogativas da OAB-RJ, Luciano Bandeira Arantes, assim como pelo assessor jurídico da comissão, Renato Teixeira de Souza.

Aliás, as mesmas informações falsas foram repassadas à assessoria do ministro Gilmar Mendes, presidente do TSE, e constitui-se em falta funcional gravíssima, segundo a Lei Orgânica da Magistratura. Nossos advogados irão acionar o Conselho Nacional de Justiça para que o autor desses atos levianos seja responsabilizado. Em casos como esse o CNJ tem aplicado penalidades que vão de suspensão até aposentadoria compulsória.

As máscaras começam a cair e toda a verdade sobre a “operação chequinho” virá à tona.

Clique aqui e leia na íntegra.

01/08/2017

17:49

Cerceamento do direito de defesa de Garotinho

Reprodução do Jornal do Brasil
Reprodução do Jornal do Brasil

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01/08/2017

15:59

Perseguição covarde contra Garotinho

Não deixem de assistir a matéria do SBT sobre os absurdos ocorridos no processo da "operação chequinho" e tirem suas próprias conclusões.

Clique na imagem e assista o vídeoClique na imagem e assista o vídeo


01/08/2017

14:44

Na volta ao trabalho, base aliada manobra para esconder a cara na votação da denúncia de Temer

Congresso Nacional
Congresso Nacional

Os deputados, assim como os senadores, estão de volta ao trabalho após o recesso. Para amanhã, às 9h, está marcado o início da sessão de votação da denúncia de corrupção passiva contra Michel Temer. O governo, na base da compra de deputados com emendas, cargos e outras vantagens, tem margem de sobra para enterrar a denúncia. Cálculos de hoje apontam que Temer tem no mínimo 270 votos garantidos pela não aceitação da denúncia (só necessita 172). Michel Temer vai passar o dia de hoje recebendo mais deputados para "negociar" sues votos. Mas quero chamar a atenção para uma manobra que está sendo articulada por líderes da base aliada.

O Regimento Interno da Câmara estabelece no caso de votação de aceitação ou não de denúncia contra o Presidente da República que o voto terá que ser aberto e nominal, ou seja, cada deputado tem que ir ao microfone do plenário de declarar se é favor ou contra. Mas para proteger aqueles que vão votar com Temer, que não querem ficar mal com seus eleitores, líderes da base do governo pretendem apresentar uma questão de ordem para substituir a obrigatoriedade do voto no microfone por apenas aparecer o voto no painel do plenário. Com isso não se expõem tanto, afinal a sessão será transmitida na TV aberta. É uma ilegalidade total. Vamos ver como o presidente da Câmara, Rodrigo Maia vai se posicionar diante dessa manobra imoral.

01/08/2017

13:39

JBS: Propinas em dinheiro vivo para Michel Temer e Eduardo Cunha

Reprodução da Época
Reprodução da Época

A menos de 48 horas da sessão que vai votar a denúncia de corrupção passiva contra Michel Temer novas revelações sobre a delação da JBS atingem em cheio o presidente Michel Temer. Segundo consta na delação, na campanha de 2014, Temer, na época vice-presidente da República e presidente do PMDB teria mandado entregar R$ 3 milhões em dinheiro vivo ao então deputado Eduardo Cunha. Além disso, a delação afirma que Temer recebeu R$ 1 milhão em notas de R$ 50, que teriam sido entregues ao coronel Lima, amigo e braço-direito do presidente. O dinheiro vivo (1 milhão para Temer e 3 milhões para Cunha) foi descontado da propina de R$ 15 milhões que a JBS destinou ao PMDB na campanha de 2014. É esse presidente que a maioria dos deputados quer livrar de processo na votação amanhã, todo mundo sabe os motivos imorais e vergonhosos.

01/08/2017

11:55

Encontro Marcado com Garotinho (Terça, 1º de agosto de 2017)

01/08/2017

09:25

Fala Garotinho - 1° de agosto de 2017

01/08/2017

08:03

Cabral joga propinas em obras no colo de Pezão

Reprodução do UOL
Reprodução do UOL

Em novo depoimento ao juiz Marcelo Bretas, o ex-governador Sérgio Cabral negou o recebimento de propinas pelas obras no estado. Segundo ele, quem tem que responder por isso é Pezão, que era o secretário de Obras.

"O MP fez um trabalho minucioso de verificação. Esses US$ 100 milhões estavam em seu nome e é verdade que havia esse pagamento de 5% de propina", afirmou o representante do MPF.

Ao que Cabral rebateu: "Se teve a taxa de 5%, de oxigênio, na Secretaria de Obras eu não tenho nada a ver com isso. O secretário de Obras era o atual governador", afirmou, referindo-se a Pezão.

Numa coisa Cabral tem razão, e eu sempre afirmei isso aqui no blog, Pezão também tem que responder pelas propinas nas obras. Quem comandou a obra de reforma do Maracanã? Quem coordenou as obras de recuperação da Região Serrana? Quem estava à frente da obra do Arco Metropolitano? Ora, Pezão, todo mundo sabe.

Agora Cabral querer dizer que não levou nada, que não sabia de nada, aí é subestimar a nossa inteligência. Mas pelo jeito, entre Cabral e Pezão, acabou o amor, agora é cada um por si.

31/07/2017

16:46

OAB acompanhará defesa de Garotinho

Em decisão proferida no dia de hoje, a Comissão de Prerrogativas da Ordem dos Advogados do Brasil reconheceu que o juiz Ralph Manhães encurtou o prazo de defesa de Anthony Garotinho, criando um grave cenário por parte da decisão judicial de primeiro grau. Em sua decisão, o vice presidente da entidade, Diogo Tebet, diz que é incabível qualquer crítica à oposição de recursos, uma vez que constitui direito fundamental da parte e de seus advogados questionar decisões contraditórias (como a citada diminuição do prazo processual) e a fim de garantir a total lisura do processo, ingressará com um mandado de segurança contra o juiz Ralph Manhães.



Como venho dizendo há meses, a Operação Chequinho é um festival de ilegalidades cometidas pelos três principais personagens deste processo: o juiz Ralph Manhães, o promotor Leandro Manhães e o delegado federal Paulo Cassiano.

Servindo a interesses políticos do grupo que hoje está à frente da Prefeitura de Campos, foram cometidas toda sorte de ilegalidades, como depoimentos obtidos sob tortura na carceragem da Polícia Federal, cerceamento da ampla defesa, nomeações dos parentes dos investigadores em cargos de confiança na Prefeitura de Campos, além de nomeação de testemunhas em cargos comissionados do Poder Público Municipal. Além desses graves fatos, as últimas decisões do juiz Ralph Manhães são alvos de críticas da OAB, como puderam ler acima, e dois fatos gravíssimos cometidos pelo autor dessa ação precisam ser de conhecimento público e necessitam ser investigados pela corregedoria do Tribunal de Justiça. São eles:

1º O juiz mentiu à desembargadora Cristina Feijó dizendo que as diligências determinadas por ela estavam nos autos do processo e foi além, criou um protocolo inexistente para justificar sua afirmativa.
Em sua primeira decisão, quando resolveu acatar o pedido das diligências, o fez fora dos autos do processo, o que constitui um erro primário, pois qualquer estudante de direito sabe que “o que não está nos autos não está no mundo jurídico”.

2º Na sua visível perseguição política contra mim, chegou ao cúmulo de nomear um advogado dativo e intimá-lo, mesmo estando eu com advogados constituídos no processo. Só isso já seria um absurdo. Mas o mais grave é que o advogado dativo nomeado pelo juiz Ralph Manhães, o Dr. Amyr Moussallem, para me defender na hipótese de meus advogados não apresentarem as alegações finais, vem a ser o marido de Suzana Chagas de Lima, nomeada pelo prefeito Rafael Diniz na Secretaria Municipal de Desenvolvimento Humano e Social, para o cargo de Diretora de Gestão Financeira e Orçamentária do Fundo Municipal de Assistência Social, responsável por todo o recurso repassado à Prefeitura pelo Governo Federal para a implementação de programas no município.

Veja sua nomeação:


Este fato só vem reforçar o que tenho dito há vários meses. A Operação Chequinho nada mais é do que uma aliança política, judicial e midiática para dar sustentação ao governo ilegítimo de Rafael Diniz e perseguir os seus opositores.

Há alguns instantes, o CONJUR, o mais conceituado órgão em assuntos jurídicos do país, afirma que estou sendo vítima de lawfare, que é “o uso abusivo do direito para deslegitimar ou incapacitar um inimigo”.
Leia a matéria abaixo:

Reprodução do site Consultor Jurídico
Reprodução do site Consultor Jurídico


31/07/2017

15:35

Algumas questões sobre a operação das Forças Armadas no Rio

Soldados do Exército patrulham Arco Metropolitano
Soldados do Exército patrulham Arco Metropolitano

Como escrevi aqui no sábado, as Forças Armadas são bem vindas no Rio de Janeiro, que clama por socorro há muito tempo, mas é preciso deixar a euforia de lado e analisar a questão com frieza.

1 - Não adianta o presidente Michel Temer vir ao Rio fazer marketing e afirmar que os roubos de carga "tiveram uma queda enorme". O SindiCarga, que congrega as empresas de transporte de carga, através de seu diretor de Segurança, coronel Venâncio Moura, desmentiu a informação, teria se mantido a média de assaltos a caminhões dos últimos finais de semana. O povo do Rio de Janeiro não aguenta mais ser enganado com marketing, o que precisamos são de ações concretas.

2 - É preciso esperar para ter noção exata do como as Forças Armadas vão agir. O porta-voz do Comando Militar do Leste, coronel Roberto Itamar anunciou que as tropas a partir de hoje começam a sair das ruas, que estavam fazendo levantamentos e reconhecimento de área. Hoje pela manhã os soldados do Exército patrulhavam apenas o Arco Metropolitano e a Avenida Brasil. Segundo o coronel Itamar virão em breve operações de inteligência. Além disso as tropas só ficam nas ruas de 8h às 20h, fora desse horário se recolhem aos quartéis.

3 - As Forças Armadas não podem fazer milagres. A estrutura das polícias Civil e Militar foi desmontada, é preciso reaparelhar a segurança pública. Sem isso não vamos chegar a lugar nenhum. Ficaremos na sensação temporária de mais segurança, e nada além disso.

31/07/2017

14:29

Programa de Demissão Voluntária (PDV) podia começar por Michel Temer

Moreira Franco, Eliseu Padilha e Michel Temer
Moreira Franco, Eliseu Padilha e Michel Temer

Raciocinem comigo. A meta do governo ao lançar o Programa de Demissão Voluntária é conseguir a adesão de 5 mil servidores, economizando R$ 1 bilhão. Especialistas acham que em tempos de crise nem tantos servidores vão se sentir atraídos pela demissão voluntária. Mas vamos partir do princípio que se consiga economizar R$ 1 bilhão. Só no mês passado Temer gastou R$ 2,1 bilhões em emendas "comprando" deputados para votarem contra a denúncia de corrupção passiva. Seria melhor em todos os sentidos, não apenas para o cofre da União, se Temer renunciasse e levasse com ele Eliseu Padilha, Moreira Franco e outros. Sairia mais barato.

31/07/2017

13:06

No escurinho do Palácio do Jaburu

Aécio Neves e Michel Temer
Aécio Neves e Michel Temer

Michel Temer recebeu Aécio Neves para jantar no sábado à noite, no Palácio do Jaburu (residência oficial). O encontro não foi no porão do palácio, como aconteceu na conversa com Joesley Batista, mas também ocorreu nas sombra, ou se quiserem, na penumbra. Obviamente não foi divulgado o teor da conversa, mas todo mundo sabe que o prato principal foi a votação da denúncia de Temer, marcada para depois de amanhã na Câmara. Temer deve ter cobrado de Aécio a conta pela ajuda do PMDB no arquivamento do pedido de cassação do senador no Conselho de Ética do Senado. Por isso Aécio vem telefonando para deputados tucanos pedindo para votarem com Temer e não aceitarem a denúncia por corrupção passiva. Enfim, não deve ter sido uma conversa nada republicana. O fato é que Temer e Aécio se merecem, o Brasil é que não merece nenhum dos dois.

31/07/2017

11:52

Dinheiro de empréstimo deve cair na conta do Rio só em outubro

Pezão, Christino Áureo (Casa Civil) e Gustavo Barbosa (Fazenda)
Pezão, Christino Áureo (Casa Civil) e Gustavo Barbosa (Fazenda)

Com a publicação no Diário Oficial do decreto que regulamenta o Programa de Recuperação Fiscal dos Estados, desde sexta-feira o Governo do Rio podia dar entrada com o pedido formal de adesão. Mas vocês sabem como funciona o (des)governo Pezão. Sexta-feira ninguém mais quer saber de trabalho, por isso ficou para hoje, afinal o governador e os secretários estão com os salários em dia, pra quê ter pressa?

Pezão e alguns veículos de comunicação falam em resolver tudo até o início de setembro, inclusive com a entrada dos R$ 3,5 bilhões do empréstimo sobre a venda da Cedae. Mas veja os prazos estabelecidos, passo a passo, desde a entrega do pedido de adesão do Estado do Rio, que ocorrerá hoje à tarde, até a assinatura formal do acordo com a União.

Reprodução de O Dia
Reprodução de O Dia


O que Pezão quer é atropelar os prazos estabelecidos no Programa de Recuperação Fiscal dos Estados, mas o máximo que conseguirá é ganhar alguns dias. Se os prazos forem seguidos o acordo só será assinado no finalzinho de setembro, mas é provável que seja um pouco antes.

Somente a partir da homologação do acordo com a União e a publicação no Diário Oficial é que pode ser fechado o empréstimo, o que levará mais tempo. O presidente do BNDES, Paulo Rabello de Castro estima que o dinheiro do empréstimo não chega ao Rio antes da metade de outubro.

Como podem ver o dinheiro ainda vai demorar para chegar ao Rio. O resto é conversa fiada para enrolar os servidores e enganar a população, que é só o que Pezão sabe fazer.

31/07/2017

09:30

Fala Garotinho - 31 de Julho de 2017

31/07/2017

07:38

Aposta sem vencedor

Garotinho e Rosinha; abaixo nota da coluna, Extra, Extra!, da jornalista Berenice Seara
Garotinho e Rosinha; abaixo nota da coluna, Extra, Extra!, da jornalista Berenice Seara

Os ouvintes do Fala Garotinho (De segunda a sexta, às 9h30, na Super Rádio Tupi - 96,5) queriam ver se eu iria vestir a camisa do Fluminense ou Rosinha usaria a do Flamengo. Mas a aposta fica para outra oportunidade. O Flamengo empatou e o Fluminense nem jogou, como todos sabem o jogo foi adiado por causa da tragédia com o filho do técnico Abel Braga. Mas não percam o programa, que está cheio de assuntos quentes para começar a semana.

30/07/2017

15:44

O esquema Cabral: falta muito a ser revelado

Vou aproveitar o domingo para fazer uma descrição mais elaborada sobre a quadrilha de Sérgio Cabral e onde a Lava Jato ainda não chegou e o horizonte que pode vislumbrar nas investigações.

Avanços

Em cima Adriana Ancelmo e Wilson Carlos; no meio Sérgio Côrtes e Luiz Carlos Bezerra; embaixo Hudson Braga e Avestruz (de barba) ao lado de Maurício Cabral (irmão de Sérgio Cabral)
Em cima Adriana Ancelmo e Wilson Carlos; no meio Sérgio Côrtes e Luiz Carlos Bezerra; embaixo Hudson Braga e Avestruz (de barba) ao lado de Maurício Cabral (irmão de Sérgio Cabral)


É inegável que o trabalho feito pelo Ministério Público Federal e a Polícia Federal com a Justiça Federal sobre a organização criminosa liderada por Sérgio Cabral revelou ao Brasil e, especialmente, ao povo fluminense, parte de um sistema apodrecido composto por políticos, empresários, membros da justiça e da polícia. Mas é preciso que as raízes desse esquema sejam eliminadas de vez, e como poderão perceber abaixo falta muito a ser investigado, desbaratado e saneado dentro do esquema criminoso que ainda comanda o Rio. Não podemos negar que a prisão de Cabral, Adriana Ancelmo, Wilson Carlos, Sérgio Côrtes, Luiz Carlos Bezerra. Carlos Emanuel Miranda, o Avestruz, Hudson Braga, Ary Ferreira da Costa, o Aryzinho, e outros, interrompeu parte da engrenagem criminosa. Porém sob o comando de Pezão ela continua desviando dinheiro público. Como nosso estado está às vésperas de assinar um novo acordo com a União, recebendo novos recursos é bom tomar cuidado para que o dinheiro não tenha o mesmo destino dos bilhões anteriores, como por exemplo as verbas para a Copa do Mundo e a Olimpíada, que viraram patrimônio privado no Brasil ou foram parar em paraísos fiscais no exterior.

Grupo Prol

Rei Arthur, o poderoso rei das terceirizações com contratos de bilhões com Cabral e Paes
Rei Arthur, o poderoso rei das terceirizações com contratos de bilhões com Cabral e Paes


Um dos maiores beneficiários do esquema montado pelo PMDB do Rio foi o empresário Arthur César de Menezes Soares Filho, o Rei Arthur. Antes controlador das empresas do grupo Facility, após engenhosa operação, seu antigo grupo foi adquirido por um fundo sediado na Suíça chamado Rise International, cujos representantes no Brasil inicialmente eram a ex-secretária de Educação de Cabral, Teresa Porto e o ex-assessor de Regis Fichtner na Casa Civil, Sérgio Fonseca Marcondes, posteriormente substituídos. Arthur César encontra-se atualmente no Brasil esperando ser preso a qualquer momento. Estranhamente disse a alguns dias a conhecidos que não retornava ao seu paraíso em Miami, para onde se mudou há alguns anos, com medo de ser detido ainda no aeroporto. O grupo liderado pelo Rei Arthur ganhou ilicitamente muito mais dinheiro que outros empresários já presos até agora. O rol de empresas controladas pelo fundo que ele mesmo criou e que diz ter comprado suas antigas empresas é hoje um dos maiores credores do estado, administra praticamente todos os postos de vistoria do Detran e espera ansiosamente a chegada dos recursos federais para colocar mais dinheiro em suas contas.



Regis Fichtner (à direita), no centro, Fernando Cavendish, e à esquerda, Julio Lopes numa farra da Gangue dos Guardanapos em Paris (foto na Avenue Champ Elysées)
Regis Fichtner (à direita), no centro, Fernando Cavendish, e à esquerda, Julio Lopes numa farra da Gangue dos Guardanapos em Paris (foto na Avenue Champ Elysées)


É um dos maiores responsáveis pela tragédia financeira do estado. É de sua competência exclusiva, inclusive outorgada por Sérgio Cabral através de decreto, a compensação de pagamento de impostos e dívidas usando precatórios. O rombo só nestas operações alcançou em quatro anos mais de R$ 8 bilhões de prejuízo aos cofres públicos. Esse esquema criminoso que criou um mercado paralelo de compra e venda de precatórios envolve dezenas de escritórios de advocacia do Rio de Janeiro. Regis, o mais antigo colaborador de Cabral, também utilizou seu escritório de advocacia para defender grupos econômicos beneficiados pelo Estado na gestão Cabral, entre eles o de Eike Batista, que contratou o escritório Andrade e Fichtner para defender seus interesses no caso das desapropriações ilegais das terras do Porto do Açu. O relatório de crimes cometidos por Regis Fichtner é extenso e está documentado na notícia-crime que protocolei junto à Procuradoria Geral da República em 4 de novembro de 2016.

Eduardo Paes



O sucesso da empreiteira Delta e Fernando Cavendish não ocorreu apenas nos governos federal e estadual. Sob a gestão de Eduardo Paes, antes que fosse revelado ao Brasil o esquema da Delta, ela nadou de braçada na Prefeitura do Rio tendo recebido quantia próxima a R$ 1 bilhão. Além disso até hoje Eduardo Paes não conseguiu explicar a existência das contas em nome de sua família (pai e irmã) no Panamá, abertas pela Mossack Fonseca, considerada a maior lavanderia de dinheiro sujo do mundo. Também no governo Eduardo Paes apenas a organização social dos irmãos Pelegrine foi investigada e seus proprietários presos. O secretário de Saúde de Eduardo Paes, Hans Dohmann, que foi diretor do INTO, quando o mesmo era dirigido por Sérgio Côrtes, levou para a Prefeitura do Rio o mesmo esquema de corrupção das OSs do Estado. As duas maiores beneficiárias até agora continuam impunes. São elas: Viva Rio e o IABAS, que aliás continuam trabalhando na prefeitura. Eduardo Paes vive nababescamente em Nova Iorque com gastos que superam US$ 50 mil sem que ninguém lhe cobre nenhuma explicação sobre a origem do dinheiro.

George Sadala

Farra da Gangue dos Guardanapos com George Sadala (à esquerda), Sérgio Côrtes, Fernando Cavendish e Wilson Carlos
Farra da Gangue dos Guardanapos com George Sadala (à esquerda), Sérgio Côrtes, Fernando Cavendish e Wilson Carlos


Famoso integrante do Gangue dos Guardanapos comandou no governo Sérgio Cabral o programa Rio Poupa Tempo, que o transformou de repente num milionário. Sadala, que no início do governo Cabral era considerado um empresário falido, adquiriu conforme documento juntado na minha notícia-crime à PGR, um luxuoso apartamento em Miami, no condomínio Jade Ocean and Beach, avaliado atualmente em US$ 2 milhões. Arrematou também em um suspeito leilão judicial um apartamento na Avenida Vieira Souto (Praia de Ipanema) nº 398 por R$ 2,7 milhões. Ocorre que o edifício onde fica o apartamento “Andrade Costa” é um dos mais luxuosos de Ipanema. O imóvel de Sadala tem 500 metros quadrados, com 4 suítes e vagas na garagem. Corretores consultados avaliaram que o imóvel de Sadala que “como estamos com o mercado em baixa, hoje uns R$ 15 milhões, mas nos bons tempos R$ 25 milhões seria um preço razoável”. É bom relembrar, como disse, que Sadala comprou por apenas R$ 2,7 milhões. O ex-falido, amigo de Cabral e Aécio, também adquiriu uma mansão em Mangaratiba no mesmo condomínio do ex-governador. Por sua luxuosa casa no condomínio Portobello pagou ao diretor Ricardo Waddington R$ 4 milhões. A “casinha” tem 5 suítes, piscina, campo de futebol entre outros mimos. Sadala, além de tornar-se grande amigo de Cabral, foi peça fundamental no esquema de Fernando Cavendish, através da Lavoro Factoring, onde o ex-empreiteiro esfriava o dinheiro para depois dá-lo em forma de propina a vários agentes políticos.

Jorge Picciani

Jorge Picciani com o filho Felipe, que toca os negócios da família
Jorge Picciani com o filho Felipe, que toca os negócios da família


É o maior fenômeno de enriquecimento ilícito no estado. Fazenda no Rio e em outros estados, empresas de mineração no Rio e em outros estados, empresas de eventos e negócios dos mais variados ramos fizeram de Picciani uma espécie de Don Corleone do Rio. Porém atua através de seu filho Felipe Picciani. Controla com mão de ferro a ALERJ, oferecendo cargos e dinheiro a uma quantidade imensa de deputados de quase todos os partidos. A propina de Picciani é suprapartidária, basta que atendam aos seus interesses. Muitos empresários têm negócios com Picciani, como o dono da INVESTIPLAN, Paulo Trindade, que somente no primeiro governo Cabral recebeu mais de R$ 200 milhões. Outro empresário poderoso que tem negócios com Picciani é Walter Faria, um dos donos da Itaipava (Cervejaria Petrópolis). Picciani tornou-se sócio dele na Mineradora Tamoio comprando a parte que pertencia a um defunto, inclusive o “ressuscitando” para ir em cartório e assinar a venda para o presidente da Alerj. Tudo demonstrado em documento, sem que nenhuma providência fosse tomada. Picciani ainda tem como sócio Mário Peixoto, aquele que alugou um castelo na Itália, o mesmo em que casou o ator Tom Cruise, para seu matrimônio. Conforme já mostramos em vídeo, a festa luxuosíssima teve como padrinhos os casais Picciani e Paulo Melo.

Luiz Zveiter

Sérgio Cabral com Luiz Zveiter
Sérgio Cabral com Luiz Zveiter


Por várias vezes o dono da Delta, Fernando Cavendish afirmou que pagou propina ao ex-presidente do Tribunal de Justiça do Rio e do TRE na obra de construção da lâmina três do TJ. Curiosamente Fernando Cavendish é o único empreiteiro, que após ser preso, encontra-se em prisão domiciliar sem ter feito delação premiada. Atualmente Luiz Zveiter responde no Conselho Nacional de Justiça a mais dois procedimentos administrativos, um deles sobre investigação da obra da Delta.

Outro dia um amigo que encontrou com um ex-advogado de Fernando Cavendish perguntou: “Como vai o seu cliente?”. Ouviu do ex-advogado do empreiteiro: “Não advogo mais para ele, aliás, ele nem precisa de advogado, tem gente muito mais importante para defende-lo”, e arrematou: “Enquanto Marcelo Odebrecht, que fez uma delação gigantesca continua na cadeia, Cavendish continua em casa por uma decisão sui generis”.

Zveiter sempre foi considerado o braço de Cabral na Justiça. Segundo um ex-diretor da Delta, que já tentou, sem sucesso, fazer delação premiada, o esquema Zveiter – Delta vai muito além da lâmina três TJ.

Pezão



Essa figura patética que (des)governa o nosso estado de bobo só tem a cara. Durante a gestão Cabral, quando era vice-governador e secretário de Obras, seu operador era Hudson Braga, o Braguinha, e a famosa “taxa de oxigênio” no valor de 1% recolhida por ele sempre foi para Pezão, Cabral ficava com 5%. Foi figura proeminente na corrupção de verbas federais na tragédia da Região Serrana, aliás denunciado pelo próprio MPF com sede em Nova Friburgo. Ao assumir o Governo do Estado, Pezão herdou parte dos esquemas de Cabral, como a propina da Fetranspor, entregue a um velho amigo seu de Piraí, o dinheiro das quentinhas, entregue ao seu genro Marcelinho, entre outros. O esquema das obras teve que parar porque o dinheiro do estado acabou.

Fiquemos atentos, o Rio está prestes a conseguir novos empréstimos e deixar de pagar a dívida com a União, tudo sob o pretexto que a prioridade é o pagamento dos salários atrasados, mas com essa turma solta é impossível garantir que o dinheiro para a conta dos que precisam.

Considerações finais

É claro que os nomes citados acima não são os únicos e, com certeza, existem outros que continuam atuando firmemente nos esquemas de corrupção que funcionaram anteriormente sob a liderança de Cabral e Eduardo Paes, e agora sob a regência de Pezão e Picciani. São vários deputados, prefeitos e ex-prefeitos, gente importante de outros poderes, que se não forem punidos vão continuar utilizando suas posições para praticar atos ilícitos e perseguir quem os denuncia.

Força à força-tarefa da Lava Jato do Rio e ao juiz Marcelo Bretas.

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