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quinta-feira, 2 de julho de 2020

24/04/2020

14:00

É bom relembrar...

24/04/2020

10:34

Após denúncia de Fonte Exclusiva, Folha da Manhã tenta limpar digitais do promotor informante

Depois de 45 minutos da postagem da reportagem da agência Fonte Exclusiva no Portal VIU!, revelando o vazamento da identidade do promotor de justiça Leandro Manhães como fonte de informação do jornal Folha da Manhã, em Campos (RJ), o matutino iniciou a operação abafa o caso.

A identidade da fonte foi revelada por meio da publicação de um documento baixado dos arquivos do Supremo Tribunal Federal (STF) com marca d’água.

CAIU NA REDE

A matéria sobre o vazamento da identidade do informante foi postada no Portal VIU! às 18h12min, deste sábado (18/04) com farta documentação e links para consultas dos internautas. Mas, às 18h50min deste mesmo sábado 18/04, o site da Folha da Manhã realizou uma atualização em seu conteúdo online suprimindo a identificação do promotor no documento.

Era uma tentativa de limpar as digitais, só que era tarde. O sistema de monitoramento da agência Fonte Exclusiva, com recursos de Inteligência Artificial, guardou cópias da publicação da Folha no período antes e depois da atualização da matéria no site.

O documento que ilustrava a reportagem do jornal era a cópia de uma decisão do Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, que negou um pedido de habeas corpus ao ex-governador do Rio, Anthony Garotinho, condenado por calúnia em processo ajuizado por um juiz Federal.

O pedido de habeas corpus tentava suspender uma condenação do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2).

ENTENDA O CASO

O documento publicado em reportagem na versão online da Folha da Manhã no dia 15/04 às 20h20min revelava o CPF da fonte que passou a informação e a partir de um cruzamento de dados com a Receita Federal, o Portal VIU! chegou ao nome do promotor Leandro Manhães.

No mesmo documento consta a senha com que o promotor acesso ao sistema do STF para ter acesso a decisão de Gilmar Mendes, uma plataforma com acesso restrito.

Tem outro elemento que torna inútil a tentativa de apagar o CPF do informante: o sistema de Fonte Exclusiva também guardou cópia do acórdão de Gilmar Mendes que foi disponibilizado na íntegra na reportagem da Folha.

LEANDRO X GAROTINHO

Em Campos, o promotor Leandro Manhães é reconhecido como grande desafeto do ex-governador desde que atuou na Operação Chequinho, quando chegou a provocar prisões de Garotinho, da esposa Rosinha Garotinho e políticos vinculados ao grupo.

O intercâmbio de informações com o jornal pode configurar violação às normas do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), que proíbe a relação direta dos membros MP com a imprensa.

Sem contar que o jornal receptor do documento e da informação privilegiada, faz oposição à família Garotinho e tem um histórico de cooperação com o Ministério Público durante a Operação Chequinho.

A relação entre promotoria e veículos de comunicação, segundo deliberações do CNMP, deverá ser intermediada por assessoria de imprensa do órgão. A medida foi adotada para manter a impessoalidade na atuação dos integrantes do Ministério Público.

No caso envolvendo Leandro Manhães e Folha da Manhã, o maior dano em questão, sob o ponto de vista jornalístico, está no veículo de comunicação vulnerabilizar a fonte de informação, que deveria ser resguardada e mantida em total sigilo.

Sob um ponto de vista mais amplo, a revelação escancara a relação íntima entre um membro do Ministério Público Estadual e um jornal local, chegando a ponto do promotor atuar como linha auxiliar de uma redação na coleta de informações em uma plataforma do STF, com acesso restrito.

O promotor, neste caso, fornece munição editorial com agenda negativa contra um desafeto pessoal, que é figura pública e responde a vários processos, que foi iniciado sua atuação ostensiva de Manhães e com cobertura da própria Folha da Manhã.

REAÇÃO VIRULENTA

Em postagem nesta domingo às 14h13min, o diretor redação da Folha, Aluyzinho Barbosa, reagiu de forma violenta à reportagem de Fonte Exclusiva. Afirmou tratar-se de “Fake News”, mesmo sem apresentar uma única prova de falsidade sobre autenticidade dos documentos e links revelados nas reportagens da agência de checagem.

Aluysinho tenta atribuir o conteúdo ao ex-governador Anthony Garotinho e o deputado Wladimir Garotinho (PSD-RJ), quando a reportagem de Fonte Exclusiva, na verdade, teve como base o próprio conteúdo divulgado na Folha da Manhã.

Aliás, todo o conteúdo inicialmente publicado pela Folha da Manhã no dia 15/04 às 20h09, com atualização posterior às 20h16min, ainda continha a marca d’ água com o número do CPF do promotor de Justiça, até ser atualizado com correções após revelação do Portal VIU!.

O trabalho de Fonte Exclusiva consiste no jornalismo investigativo de dados, um estilo de reportagem completamente estanho na redação da Folha da Manhã, matutino que suspendeu recentemente sua publicação impressa e encontra dificuldades de sobreviver no jornalismo digital.

A tecnologia, inclusive, permite monitorar quando um conteúdo digital é alterado tem mecanismos para resgatar a versão original e atualizada de documentos.

Clique aqui para ler a matéria completa


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